Nem sempre ele poderá evitar um tropeço nosso, mas
poderá nos amparar quando nos ver caindo, amenizando o
impacto da queda. Poderá nos estender a mão para nos
ajudar depois, ao invés de simplesmente balançar a cabeça,
como que dizendo: “eu te avisei...” Nem sempre sabemos
ouvir a voz da razão, e preferimos seguir nosso impulso. E
quando for a nossa vez, é lícito que ele espere a mesma
atitude de nossa parte. Amizade apenas exige sinceridade e
reciprocidade e, claro, seriedade. Não interessa muito saber
quem e o que somos, basta que possamos nos abraçar, em
nome de nossa amizade, e saber que poderemos sempre
contar com essa amizade como um bálsamo que nos
ajudará a aliviar certas dores, mas que também poderá
festejar conosco nossa alegria.
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